Bad Bunny agita intervalo do Super Bowl com show de valorização à cultura latino-americana

O cantor porto-riquenho Bad Bunny protagonizou um momento histórico neste domingo (8/2) ao comandar o show do intervalo do Super Bowl, o maior evento esportivo dos Estados Unidos. O artista se tornou o primeiro a apresentar um repertório majoritariamente em espanhol na final da Liga Nacional de Futebol Americano (NFL), reforçando a força da cultura latina em um dos palcos mais assistidos do mundo.

A apresentação ocorreu durante o intervalo da partida entre New England Patriots e Seattle Seahawks. No palco, Bad Bunny reuniu sucessos de diferentes fases da carreira e surpreendeu o público ao receber Lady Gaga e Ricky Martin como convidados especiais. Canções do álbum Debí Tirar Más Fotos, vencedor do Grammy de Álbum do Ano em 2026, foram alguns dos pontos altos do espetáculo.

Apesar de não ser o primeiro latino a se apresentar no Super Bowl — nomes como Shakira e Jennifer Lopez já passaram pelo palco — Bad Bunny inovou ao conduzir praticamente toda a performance em espanhol, um gesto simbólico que amplia a visibilidade da música latina na indústria global.

O show também aconteceu em meio a um cenário de tensão relacionado à política de imigração nos Estados Unidos. Uma semana antes, ao receber o Grammy, o cantor fez críticas diretas à atuação das autoridades federais de imigração.

“Antes de agradecer a Deus, vou dizer: fora ICE”, declarou o artista, referindo-se ao Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas. “Não somos selvagens, não somos animais, não somos alienígenas — somos humanos.”

Reconhecido como o artista mais ouvido do mundo por quatro anos consecutivos, Bad Bunny tem utilizado sua projeção internacional para defender melhores condições de vida para imigrantes. A fala ocorreu semanas após protestos motivados pela morte de duas pessoas durante operações federais em Minneapolis, no estado de Minnesota.

A poeta Renee Good, de 37 anos, foi morta por um agente do ICE em 7 de janeiro. Já o enfermeiro Alex Pretti, também de 37 anos, foi baleado e morto em 24 de janeiro, tornando-se a segunda vítima desde a chegada das forças federais à cidade.

O governo Donald Trump afirma que a fiscalização migratória é uma das prioridades da gestão e sustenta que as operações têm como foco criminosos perigosos em situação irregular. Após os episódios, o presidente declarou que a administração “vai desacelerar um pouco” as ações em Minnesota.

Mais do que um show, a apresentação de Bad Bunny entrou para a história como um marco cultural — um momento em que música, identidade e posicionamento social dividiram o mesmo palco diante de milhões de espectadores ao redor do mundo.

Foto: Reuters

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